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domingo, 9 de outubro de 2016

Atividade física e motivação: um caso de amor

Sabe aquela história de nutricionista (tipo eu) dizer que você precisa se alimentar melhor e fazer atividade física? Aí você responde que não tem tempo, que não gosta, que cansa muito etc. Então, eu também passei por isso.
Por muitos anos pratiquei atividade física. Nadava com o maior prazer, sem falta. Me sentia bem disposta e feliz. Até que um dia a vida mudou, a rotina foi se tornando outra e aquele hábito gostoso de nadar se perdeu no caminho. Senti como se tivesse enjoado daquilo. Tentei outros tipos de atividade, desde dança a kung fu! Não consegui permanecer muito tempo fazendo nada disso. No fim, me mantive caminhando regularmente, o que faz meu corpo se mexer, mas não dá aquela energia da época da natação.
Depois de muitos anos nessas tentativas e erros, pensei em voltar a nadar. E ficou só no pensamento. A matrícula na academia nunca saiu. E eu fiquei me perguntando: mas por que? Como eu posso estar tão resistente à ideia de voltar a fazer uma atividade que eu gostava tanto?  Gostava. Numa outra época, quase uma outra vida. Passou. Me dei conta também que estava resistente a fazer qualquer coisa que não fosse caminhar. Porque caminhar eu faço sempre, a qualquer hora. E se não quiser, não faço. Não há compromisso.
Aí é que está a questão: o compromisso. E por que não conseguia me comprometer com nenhuma atividade física? Falta de motivação. E foram meses me perguntado: por que? Por que?
Noutro dia consegui, enfim, encontrar minha motivação! Percebi que deixo de fazer muitas coisas que quero ou preciso fazer por falta de força. Que já tá mais do que na hora de cuidar do meu joelho. Que se eu tiver resistência muscular, vou sentir menos dor (sofro há anos com dores musculares e tendinites recorrentes) e vou me sentir mais forte. Um corpo forte faz bem à mente e às emoções, assim como o contrário. Músculos tonificados deixam de forçar meus tendões e sustentam meu corpo no lugar certo. Tudo isso veio como uma onda de motivação que me levou direto para a academia de musculação!!! Quem diria! Sempre odiei a ideia de fazer musculação... Outros tempos.
Os especialistas das relações corpo e mente diriam que, por alguma razão (ou razões) eu estava bloqueada ou com medo ou ainda não estava pronta para harmonizar meu corpo por conta de questões emocionais ainda mal resolvidas. Acho que finalmente resolvi esses entraves. E quando chego à academia sou muito honesta com os professores falando sobre minhas limitações e meu tempo para conseguir os resultados que desejo, sem ficar querendo de uma hora pra outra levantar 200 kg no aparelho como a moça ao lado. Cada pessoa é única e precisa cuidar de si com esse carinho. Eu tenho saído das aulas mais forte e feliz.
E você, o que precisa organizar dentro de si para deixar seu corpo se mexer e experimentar o  mundo de outras maneiras? Quais seriam suas motivações únicas e pessoais para se exercitar? E como seria essa atividades física ideal para você nesse momento da vida? Vasculhe com carinho suas emoções e sua história. E me conte os resultados! ;)

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