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sábado, 30 de outubro de 2010


Ciência das coisas

É verdade. Como disse uma amiga minha, ando sumida por aqui.
Assim como dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, não se pode fazer um omelete sem quebrar os ovos. Pelo menos até agora ninguém provou o contrário e criou uma revolução de ideias sobre corpos e ovos, mas a ciência está sempre como um equilíbrio dinâmico entre o que se conhece e o que está prestes a se conhecer, reconhecer, descobrir ou seja lá como queira chamar isso.
Enfim, retomando a ideia original desta conversa, explico a razão da minha ausência. Razão mesmo, de raciocinar, de racionalizar, de teorizar, de enlouquecer meus neurônios_ faço com frequência. Como posso dizer? Bem... Descobri que doutorado não é apenas um trabalho de pesquisa, um processo de aprendizado e de produzir e adquirir conhecimento. Doutorado é um estado de espírito, por vezes assombrado, por vezes desesperado (ainda não cheguei nesse estágio). Além de trabalhar e estudar, eu me divirto e me atormento com ideias brotando principalmente dentro do ônibus ou na fila de espera do caixa eletrônico. Eu vejo minha tese em toda parte, construo argumentos mirabolantes para depois, quem sabe, encontrar algum filósofo ou estudioso que já tenha dito isso antes. Senão, fica só como uma ideia, uma hipótese que talvez eu possa testar um dia. Foco, Mônica, foco! A tese é uma só, deve ser limitada na abordagem e abrangente na repercussão. Como se faz isso?! Não sei, mas sou louca por essa piração e espero sair viva dela. Eu e minha tese.
Mais uma vez, qual era mesmo o motivo desta conversa? Ah, justificar minha ausência (que nem em eleição) dizendo que é difícil manter blogs recheados de textos bacanas e fazer doutorado ao mesmo tempo. Aquela história do omelete, lembra?
Então, para não abandonar meus amores (os blogs, tá gente), escreverei sempre que puder, mesmo que seja um texto meio sem contexto, ou não, como esse. Porque, na verdade, minha paixão mesmo é escrever. E minha alegria é encontrar uma amiga na rua e ela me dizer “Poxa, você não tá mais escrevendo. Gosto tanto do seu blog”.

domingo, 24 de outubro de 2010




A Alma E A Matéria

Marisa Monte

Composição: Carlinhos Brown, Marisa Monte, Arnaldo Antunes
Procuro nas coisas vagas
Ciência!
Eu movo dezenas de músculos
Para sorrir...
Nos poros a contrair
Nas pétalas do jasmim
Com a brisa que vem roçar
Da outra margem do mar...
Procuro na paisagem
Cadência!
Os átomos coreografam
A grama do chão...
Na pele braile prá ler
Na superfície de mim
Milímetros de prazer
Quilômetros de paixão...
Vem pr'esse mundo
Deus quer nascer
Há algo invisível e encantado
Entre eu e você
E a alma aproveita prá ser
A matéria e viver...
Procuro nas coisas vagas
Ciência!
Eu movo dezenas de músculos
Para sorrir...
Nos poros a contrair
Nas pétalas do jasmim
Com a brisa que vem roçar
Da outra margem do mar...
Procuro na paisagem
Cadência!
Os átomos coreografam
A grama do chão...
Na pele braile prá ler
Na superfície de mim
Milímetros de prazer
Quilômetros de paixão...
Vem pr'esse mundo
Deus quer nascer
Há algo invisível e encantado
Entre eu e você...
Vem pr'esse mundo
Deus quer nascer
Que a alma aproveita prá ser
A matéria e viver
Que a alma aproveita prá ser
A matéria e viver
Que a alma aproveita prá
Viver!
Que a alma aproveita prá ser
A matéria e viver...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010