Pesquisar

sábado, 10 de outubro de 2009

Vida aleatória: como tudo terminou na barca de 22:30.

A ideia ontem era assistir ao espetáculo de circo que está em cartaz no forte de Copacabana, se São Pedro não tivesse resolvido esvaziar sua piscina olímpica para limpeza e manutenção. Deve ter ficado empolgado com essa história de 2016. A cidade ganhou mesmo de lavada! E foi especialmente inviável sair de Botafogo pra Copacabana, ninguém andava. Nem taxista aceitava a corrida.

Por isso que gosto sempre de ter um plano B e o de ontem foi o Brasil Rural Contemporâneo. “Táááxi! Leva a gente na Marinha da Glória, por favor”. Pegamos o retorno e deixamos todo aquele engarrafamento pra trás, que alívio.

Eu nunca fui nessa feira antes, nem sabia bem o que era. Ao entrar, logo eu, dei de cara com os stands da região sul do Brasil e a operação degustação foi iniciada. Início de evento, todos tão ávidos a mostrar seus produtos e eu e Thaís tão empenhadas para prestar esse serviço tão importante. O caso mais curioso nessa região foi quando paramos para provar café e o cara que estava promovendo o produto confessou que não sabia operar a linda minicafeteira de expresso elétrica que estava no balcão. Perguntei se ele sabia a qual temperatura ela estava ajustada, porque o café estava saindo queimado e amargo demais pra um café de torra média. Eis que ele sacou o manual da máquina debaixo do balcão pra nos mostrar. Saímos de lá morrendo de rir com a promessa dele de que leria o manual pra ajustar a temperatura. Que figuraça o japa! Provamos doce e suco concentrado de uva (tudo orgânico), biscoito amanteigado, geleia de laranja com cenoura, café...

A gente ia caminhado e ouvindo coisas curiosas do tipo:

_“Onde é o RJ?”;

_ “Tá vendo aquele aquele corredor ali? Vira à esquerda, perto de Minas”.

Seguindo pelas demais regiões, degustamos cachaça, doce de leite e queijos de Minas; castanhas, mel, pequi e frutas da região norte e algumas outras coisas que não consigo lembrar agora. Foram muitas... E (claro!) compramos também. Porque corre um boato de que carioca só fica comendo e não leva. Desmentindo essa lenda, eu levei doce de leite e queijo de minas, castanha de caju (fresquinha e suculenta) coberta com chocolate, biscoito amanteigado de coco e canela e mel da Amazônia. Todos devidamente pré-aprovados.

E o que isso tudo tem a ver com a aleatoriedade da vida? Eu explico. Saímos da feira às 22h e meu irmão que vinha de SP tinha avisado que chegaria por volta das 20h. Eu que ia ao circo e chegaria tarde em casa via 996, acabei descendo na Praça XV pra pegar a barca. No caminho, meu irmão ligou perguntando onde eu estava, porque a chuva atrasou tudo e ele estava justamente na Praça XV esperando a barca. Eu cheguei na bilheteria correndo, com o sinal de fechamento da roleta berrando e consegui entrar. Ainda encontrei meu irmão no meio daquela gente toda da barca de 22:30.

Nenhum dos dois eram pra estar naquela barca. Mas a aleatoriedade da vida, pra lá nos levou...

http://portal.mda.gov.br/feira2009/

2 comentários:

Felipe disse...

Se as pessoas convidassem, ia ser legal...

Mônica Lobo disse...

Se as pessoas dissessem que queriam ir...