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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Teoria da aglomeração.

Segundo a termodinâmica, quando os corpos se aglomeram ocorre troca de energia e uma tendência ao equilíbrio térmico. Uma irmandade de calor. Quanto mais juntinhos, mais quentinho fica, essa é a lógica. Se pensarmos em elétrons, isso faz sentido. Eles não pensam, eles são partículas de energia à disposição do ambiente, do cosmos. Mas quanto a nós, seres humanos evoluídos, civilizados e dotados de racionalidade. Por que diabos tendemos a nos aglomerar de maneira inconsciente? Somos seguidores da seita Termodinâmica Universal? Ou somos mesmo um punhado de energia bem organizada e metida a besta? Vai dizer que você nunca reparou que quando pára alguém no corredor do shopping pra olhar uma vitrine, logo outras pessoas vão parando e forma-se a famosa aterosclerose das compras? O caminho entope, não passa mais ninguém. Até que vem uma criatura zen paciência e faz strike. E partículas voam pra todo lado. O fluxo segue aleatório. E em stand de vendas! Está lá o vendedor contando as horas pro fim do expediente, nada pra fazer... Basta uma pessoa parar pra olhar, pronto, em minutos forma-se um aglomerado que o sujeito mal dá conta. E muito menos entende como tudo aconteceu tão de repente. E na rua! Alguém pára pra comprar uma pipoca. Outro pára logo ao lado pra conversar com o amigo. Alguém abaixa pra amarrar o sapato. Pronto, uma aterosclerose de calçada é formada. Ninguém passa. Ou você acha que só colesterol entope artéria? Não!!! Nós também enfartamos as vias públicas com nossa tendência a formar montinhos. O curioso é que, após um curto tempo, com duração específica, o bololô se dissipa. As pessoas evaporam e liberam a passagem. Como se alguém anunciasse “Todos na mesma temperatura? E a galera: siiiiim! Mesma vibe? Siiiim! Podemos seguir, então. Vaaai!“. E seguem pra formar outros aglomerados por aí.
Agora, me digam a verdade. Somos ou não somos um bando de elétrons perdidos a procura de um estado de troca/conservação de energia eficiente? Somos eletrostáticos-dinâmicos, creio eu. O que me assusta é a gente achar que pára na frente da loja porque gostou da roupa na vitrine... Pobres elétrons inocentes.

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