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quarta-feira, 6 de maio de 2009

A morte do besouro.

Taíssa conversa sobre a vida, as dúvidas... O sol de fim de tarde passa através da mureta vazada da varanda. Taíssa olha pro lado. Ela vê um besouro enorme de armadura negra. O bicho pouco se mexe. Como uma cuia, expõe o ventre ao céu. Taíssa se compadece. Larga sobre a mureta os restos da laranja lima chupada. Caminha até o besouro e resolve desvirá-lo e expô-lo ao sol. De pé, imóvel e iluminado, ele não parece natural. Talvez houvesse um motivo pra ele estar daquele jeito... Talvez esteja sofrendo mais agora. Taíssa decide devolvê-lo sua posição original. Se o fim é inevitável, melhor que seja digno. Ao que parece ser... Taíssa ficou pensando no besouro e nas escolhas. Pensou na vida de novo e continuou confusa. Mas na manhã seguinte, não foi à varanda pra ver o besouro. Ela ainda não sabe o que é melhor pra ele. Tudo permanece igual. Ela, as escolhas e as dúvidas seguem adiante.

4 comentários:

Felipe disse...

Profundo, profundo.

Ocorre sempre que, Tudo acaba. Absolutamente tudo um dia acaba. O que importa é a forma como acaba.

Mônica Lobo disse...

Profundo, profundo.

O clássico "deixar ir"...

Alexandre Soma disse...

Nossa, ficou demais! Vc conseguiu me fazer ver toda a cena e os sentimentos acontecendo! Parabéns meu orgulho de irmã! Igual a essa não se encontra em qq esquina de Paris!

Mônica Lobo disse...

Hehehehehe. Valeu maninho!!! Beijundas fraternais!