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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Pensar emagrece?


Não importa se eu estou sozinha ou se há gente andando pela casa. Se há baralho ou o mais completo silêncio da madrugada. Se eu estiver concentrada, é como se o mundo estivesse deixado de existir. Uma redoma invisível e com isolamento acústico me protege de qualquer coisa que possa atrair a minha atenção. Isso é curioso, porque eu costumo me distrair com certa facilidade, prestando atenção nos detalhes de uma imagem ou reproduzindo mentalmente o que está sendo dito na TV (dã). Talvez seja por isso que as idéias mais doidas surjam com uma certa freqüência na minha cabeça... Costumo dizer que sou especialista em Associação Aleatória, uma característica essencial no processo criativo, seja pra escrever, ou para fazer um trocadilho no momento certo para que todos dêem risadas numa mesa de bar.

Fora o meu funcionamento cerebral randômico, já reparei outra coisa interessante: pensar emagrece! Quando mergulho no meu universo de pensamentos abissais, meus neurônios utilizam tanta energia quanto aqueles seres fluorescentes das profundezas do oceano. Em um período relativamente curto de raciocínio encadeado em prol da solução de algum dilema científico, o resultado costuma ser solução ou não somada a muita fome. Uma fome instantânea como se eu tivesse acabado de voltar da academia. Em geral, quando minhas idéias estão pulsando e interessantes, não quero nem parar pra comer, mas chega um momento que, ou eu como algo, ou não consigo mais pensar. “Droga! Vou ter que anotar isso e fazer depois do lanche.” Eu compreendo aquelas pessoas que estão tão concentradas que pegam o lanche e comem enquanto estão pensando. Aí é que está o perigo!

Quando me formei, me descreveram como a pessoa da turma que mais seguia os preceitos de alimentação saudável. É verdade. Em geral, como o necessário pra minha sobrevivência em termos calóricos e de nutrientes (amo frutas!), embora adore alimentos ditos “engordativos” como chocolate e sorvete. Eles não são regra na minha dieta, são momentos de prazer degustativo! Mesmo porque, se a gente comer sorvete todos os dias, ele se torna um item vulgar para o nosso paladar. Torta de chocolate no lugar do almoço parece uma troca tentadora. O problema é que além de não fornecer todos os nutrientes que uma refeição forneceria, consumido todos os dias, pode fazer engordar. Se o resto da alimentação for composta de frituras, álcool etc, aí é que não há toró de idéias que dê jeito.

Voltando ao argumento inicial, o cérebro consome em média 450 kcal por dia, o que dá 5,21 calorias/segundo para desempenhar suas funções normais _cerca de ¼ do que ingerimos. Acredito que quando estou em transe estudantil devo consumir bem mais energia. Aliás, qualquer um. Sei que há quem ache que estudar, raciocinar, pensar são verbos com uma veia aparentemente estática, chata e cansativa. Pois é, o que cansa costuma imprimir movimento para chegar nesse resultado (ou o que movimenta costuma causar cansaço?). Enfim, está tudo dentro da nossa “cachola”: o potencial de criar, manter a forma e encher o saco dos outros com nossas teorias... Isso tudo sem sair do lugar. Mas, lembre-se, o corpo também precisa de movimento. Levanta dessa cadeira e vai se exercitar um pouco!!! Um, dois, três: vaaaaai!

3 comentários:

Jeff disse...

Movimentar o corpo tipo um joguinho de voley na praia? ou tipo uma caminhada pelo calçadão? Sinceramente prefiro que agitemos mais uma nova viagem como a de Maromba!
Como sempre muito criativa.. e acredito que depois de escrever isso tudo as panelas tremeram...
bjs

Mônica Lobo disse...

Impressionante! No fim do texto eu corri pra preparar o almoço. Que fome! rs

Alexandre Soma disse...

Por isso que eu sou magro até hoje com 36 anos!! AHHAHAHA