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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Mestre Miyagi que me desculpe.


Quem me conhece sabe das minhas preferências culinárias. E sabe que eu tenho uma queda Grand Canyon por comida italiana, além do prazer embrionário de degustar a nossa deliciosa comida brasileira. Por outro lado, é bem conhecida também a minha inclinação Torre de Pisa para provar pratos novos. A clássica viagem gastronômica rumo ao desconhecido. Como tudo na vida, esse tipo de tendência pode levar a resultados bons ou desagradáveis...

Noutro dia, resolvi me aventurar no misterioso universo do molho shoyo e do peixe cru. Pasmem, queridos amigos, eu fui a um restaurante japonês!

Fora o fato de termos esperado 1h pra comer numa versão mais econômica e acabado num restaurante caro por uma questão de sobrevivência_ a fome já superava a dor do rombo na conta bancária_ de resto, foi tudo bem. O que a gente não faz pra comemorar o aniversário de um amigo... E choveu muuuuito! O mais estranho foi o temporal ter caído quando chegamos no primeiro restaurante. Como se algo nos dissesse que nosso lugar não era ali.

Já no restaurante mais caro, bem acomodados numa mesa ampla para as 9 pessoas do grupo, agarramos os cardápios com gestos quase desesperados. Eu pedi um suco de laranja pra recuperar minha glicemia e poder degustar o jantar sem parecer uma famita que não tem comida em casa. Eu sei que não é a bebida mais apropriada pra um restaurante japonês, mas, quem disse que eu sou a cliente mais apropriada pra eles?

Logo, os garçons chegaram trazendo pequenas travessas com toalhinhas em rolos ferventes. Esperei pra ver o que os outros fariam, afinal, metade da mesa era apreciadora daquela culinária. Tinha até uma pessoa que sabia japonês! Que chique! Descobri que a tal toalhinha era pra limpar as mãos. Adorei! O tempo estava ficando frio e ela estava tão quentinha... Assim que começamos a fazer os pedidos_ eu pedi a única coisa que conhecia: o tempurá_ os garçons começaram a trazer vasilhames retangulares e irregulares, como se fossem feitos à mão. Eles dispunham dois diante de cada um de nós e eu não fazia idéia do que fazer com eles. Copiando o comportamento dos entendidos, despejei o molho shoyo na travessa menor e utilizei a maior como prato. Logo chegaram os palitinhos_ desculpe-me, os hashis_ e eu me perguntei se conseguiria manusear aquilo sem me sujar toda de shoyo.

Posso dizer que provei praticamente tudo que veio à mesa, numa mistura de curiosidade e fome. Aliás, nada sobrevivia na nossa mesa. Até enfeite de prato_ daqueles com folhinhas verdes e brotinhos_ o pessoal comia. Os garçons nos olhavam com certo espanto. Devem ter pensado: “Bando de mortos de fome”.

Bom, como pontos altos da noite eu destacaria o tempurá, lógico (eu já sabia!); o rolinho Califórnia, que dá pra comer um e achar gostoso; a salada com peixes crus e molho picante; o broto de bambu com alho (me corrijam se me lembrei errado); o yakisoba de carne com legumes e a banana caramelada com sorvete, de sobremesa. O shitake com molho (acho que é ponzu), além de ter uma textura desagradável, é adocicado e enjoativo. Você coloca na boca, dá as primeiras mastigadas e o que não foi mordido, já era. Não tem jeito de mastigar tudo, pois os pedaços inteiros remanescentes escorregam de um lado pro outro da boca e você não pega mais. Aí, ouvi o aniversariante dizer a seguinte pérola: “O que não der pra mastigar, engole inteiro”. Eu mereço... Preferi descartar discretamente no guardanapo. Aquele cogumelo molenga na minha boca já estava me enjoando. Devo confessar que o tradicional sushi não me agradou. O gosto do arroz à moda oriental não combinou com as minhas papilas gustativas. É uma questão de química.

Nada contra os peixes crus, até achei gostosos, mas eu e o molho shoyo (representante mor dos alimentos adocicados) não nascemos uma para o outro. No fim da orgia japonesa alguém pediu tempurá de queijo, tomate e orégano e eu comi pensando: “Quando vamos num rodízio de massas?”.

6 comentários:

Carolina disse...

Oi Moniquinha!

Concordo em número, gênero e grau com você! Nada melhor que uma saborosa comida italiana. Viva a pizza!!! Hehehehe!

Mônica Lobo disse...

Eeeeee! Eu não estou só!

Tatiana disse...

Oi amigaaaa...
ah não...vou defender a culinária japonesa...eu amooooooooooooo
nada como um sashimi...!!!hummmm soh de pensar no peixe cru com molho shoyo já fico com água na boca....!!!!
hihihihi....beijoooooooooooo

Mônica Lobo disse...

Tá certo! Cada um com seu gosto. heheheheheh

Beijos.

Léo Silvares disse...

Quanto às folhinhas e enfeites do prato, sempre tem a desculpa da fome causada pelas duas horas de espera no vizinho menos chique... E acho que os garçons perceberam isso: a cada meia hora, ia um do nosso grupo lá perguntar se tinha lugar, e depois chegaram todos juntos.
Quanto ao "o que não der para engolir...", eu avisei sobre o polvo.

E quanto ao rodízio de massas, é só marcar. Prometo ser melhor companhia q no sábado.

Mônica Lobo disse...

Comida italiana, aí vamos nós! hehehehe