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quarta-feira, 15 de outubro de 2008


Cedo, cedo não é. Mas é cedo.

Rotina de exercícios. Acordo cedo. Tá bom, 7h não é tão cedo quanto 6h ou 5h da manhã _ai que aflição_, mas pra mim é cedo. Já consigo desempenhar funções básicas de relacionamento interpessoal como abrir os olhos, caminhar com um certo equilíbrio e articular frases simples do tipo “Acabou o leite?” ou “Bom dia” _ essa é fácil, já está programada pra ser reproduzida automaticamente. Qualquer pergunta mais complexa faz travar meu sistema de resposta. Imagina uma pessoa, tão cedo, querer saber o que vou fazer à noite! Ainda estou tentando entender o que é essa luz entrando pela minha janela e me cegando. Posso também desempenhar outras funções básicas como deglutir o pão e o café com leite e escovar os dentes. Da mesma maneira, tomar banho se enquadra na categoria atividades-rotineiras-em-que-não-preciso-pensar-pra-fazer.Assim que me livro, em parte, do meu estado de bebum não alcoolizada, saio pra me exercitar. Andar não exige muito raciocínio e concentração. Você simplesmente sai andando. Dia lindo, não há nuvens, não há chuva, nem sombras ou o mínimo de brisa marítima. O verão está chegando, para meu desespero. Calor, suor, sede. Prefiro exercícios ao ar livre. Caminhada na beira da praia ou nadar numa boa piscina. Acho que tenho uma coisa com água... Só de pensar numa academia com todos aqueles pesos assustadores, pessoas suando horrores, espelhos pra todo lado, aquele ambiente opressor onde não se ouve nada, por que a música é alta e lobotomisante demais. Deixa pra lá. Como diz uma amiga minha “É pagar pra sofrer”. A caminhada vai bem. Gente pescando na orla, gente correndo. Uns pra manter a forma, outros pra tentar encontrá-la. Há os que parecem ter prazer se exercitando e os que parecem estar se penitenciando. Cada um sabe o que faz... Eu percorro o trecho programado_ eu não, meu corpo_ sendo levada por pensamentos aleatórios e, por vezes, falhos. Acho que é meu cérebro tentando engatar a primeira... Sou capaz de lembrar de uma música qualquer e cantá-la mentalmente sem parar _ olha o motor esquentando! O problema é quando percebo que estou mexendo os lábios, porque alguém passou e me olha com estranhamento. Bom, devo admitir que não é muito normal ficar falando sozinha pela rua. Então, finjo estar alongando os músculos da face. Na volta, o mundo começa a fazer mais sentido. Próximo das 9h da manhã, minha mente começa a funcionar de verdade. Lembro que aquela claridade na minha janela era o sol, velho conhecido, que costuma sumir no fim de semana, pra desespero geral. Tenho a noção de que esse calor excessivo não é um sonho ruim. Ele veio pra ficar, pelo menos, pelos próximos 4-5 meses. O meu destino vai ser suar e minha pele vai produzir óleo em escala industrial. Isso que dá não ter sido projetada pros trópicos. Acho que seria uma boa esquimó... Clima à parte, o fato de eu não existir como indivíduo pensante antes das 9h da manhã não faz de mim uma preguiçosa. A cronobiologia* indica que sou uma criatura vespertina (eu fiz o teste!). Sou super ativa do período do fim da tarde para a noite. Cada um é do seu jeito! Portanto, lanço aqui uma campanha em defesa do respeito ao ritmo biológico de cada um! Todos nós somos bons em algo diferente. Porque não, num horário diferente?*cronobiologia: ciência que estuda os ritmos e os fenômenos físicos e bioquímicos periódicos que ocorrem nos seres vivos.

Rotina de exercícios. Acordo cedo. Tá bom, 7h não é tão cedo quanto 6h ou 5h da manhã _ai que aflição_, mas pra mim é cedo. Já consigo desempenhar funções básicas de relacionamento interpessoal como abrir os olhos, caminhar com um certo equilíbrio e articular frases simples do tipo “Acabou o leite?” ou “Bom dia” _ essa é fácil, já está programada pra ser reproduzida automaticamente. Qualquer pergunta mais complexa faz travar meu sistema de resposta. Imagina uma pessoa, tão cedo, querer saber o que vou fazer à noite! Ainda estou tentando entender o que é essa luz entrando pela minha janela e me cegando. Posso também desempenhar outras funções básicas como deglutir o pão e o café com leite e escovar os dentes. Da mesma maneira, tomar banho se enquadra na categoria atividades-rotineiras-em-que-não-preciso-pensar-pra-fazer.Assim que me livro, em parte, do meu estado de bebum não alcoolizada, saio pra me exercitar. Andar não exige muito raciocínio e concentração. Você simplesmente sai andando.

Dia lindo, não há nuvens, não há chuva, nem sombras ou o mínimo de brisa marítima. O verão está chegando, para meu desespero. Calor, suor, sede.

Prefiro exercícios ao ar livre. Caminhada na beira da praia ou nadar numa boa piscina. Acho que tenho uma coisa com água... Só de pensar numa academia com todos aqueles pesos assustadores, pessoas suando horrores, espelhos pra todo lado, aquele ambiente opressor onde não se ouve nada, por que a música é alta e lobotomisante demais. Deixa pra lá. Como diz uma amiga minha “É pagar pra sofrer”.

A caminhada vai bem. Gente pescando na orla, gente correndo. Uns pra manter a forma, outros pra tentar encontrá-la. Há os que parecem ter prazer se exercitando e os que parecem estar se penitenciando. Cada um sabe o que faz... Eu percorro o trecho programado_ eu não, meu corpo_ sendo levada por pensamentos aleatórios e, por vezes, falhos. Acho que é meu cérebro tentando engatar a primeira... Sou capaz de lembrar de uma música qualquer e cantá-la mentalmente sem parar _ olha o motor esquentando! O problema é quando percebo que estou mexendo os lábios, porque alguém passou e me olha com estranhamento. Bom, devo admitir que não é muito normal ficar falando sozinha pela rua. Então, finjo estar alongando os músculos da face.

Na volta, o mundo começa a fazer mais sentido. Próximo das 9h da manhã, minha mente começa a funcionar de verdade. Lembro que aquela claridade na minha janela era o sol, velho conhecido, que costuma sumir no fim de semana, pra desespero geral. Tenho a noção de que esse calor excessivo não é um sonho ruim. Ele veio pra ficar, pelo menos, pelos próximos 4-5 meses. O meu destino vai ser suar e minha pele vai produzir óleo em escala industrial. Isso que dá não ter sido projetada pros trópicos. Acho que seria uma boa esquimó...

Clima à parte, o fato de eu não existir como indivíduo pensante antes das 9h da manhã não faz de mim uma preguiçosa. A cronobiologia* indica que sou uma criatura vespertina (eu fiz o teste!). Sou super ativa do período do fim da tarde para a noite. Cada um é do seu jeito! Portanto, lanço aqui uma campanha em defesa do respeito ao ritmo biológico de cada um! Todos nós somos bons em algo diferente. Porque não, num horário diferente?


*cronobiologia: ciência que estuda os ritmos e os fenômenos físicos e bioquímicos periódicos que ocorrem nos seres vivos.


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