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sábado, 28 de junho de 2008

De onde viemos? Para onde vamos?


Todos têm uma idéia do destino final dos alimentos que comemos: vira adubo. E a origem? Já pararam pra pensar nisso? Aquela história "de onde viemos e para onde vamos", os alimentos também têm. Eles também cultivam suas filosofias e misticismos...
Poucos param pra pensar o que é a baunilha, por exemplo. Seria um fruto, uma casca, a folha de uma planta exótica, uma flor ordinária que nasce em qualquer lugar... Ou seria um simples composto químico que alguém inventou para dar sabor a sorvetes, bolos etc.
Na verdade, a baunilha é obtida das favas ou frutos de uma orquídea denominada "Vanilla planifolia". O extrato é obtido de forma artesanal, num processo longo, resultando num produto de alta qualidade e caro. O que geralmente comemos_ perdoem-me desapontá-los_ é a forma sintética, mais barata.
Quando descobri isso, fiquei meio deprimida me perguntando se algum dia provei baunilha natural. Creio que sim. Mas prefiro não pensar muito nisso ou acabaria querendo comprá-la _ o que seria um perigo para o meu orçamento doméstico...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Lugar nenhum.

Que lugar estranho é uma rodoviária. De dia ou de noite a estranheza é a mesma. Muitas pessoas, de muitos lugares com diferentes destinos. Uma sopa de destinos destemperada, insípida. Seria isso o que nos torna tão desamparados no meio dessa multidão toda?
Essa idéia me ocorreu quando vasculhava a bombonière da rodoviária no último feriado. Eu só queria comprar uma garrafa d'água, mas fui fisgada pela fascinação quase infantil diante da variedade colorida e apetitosa de guloseimas hipnóticas... Doces de todos os tipos, da mais clássica bananada a confeitos recheados com chocolate. Biscoitos doces, com e sem recheio, balas que pareciam contemplar um arco-íris de cores. Biscoitos salgados de vários sabores e suas embalagens vibrantes e convidativas. Chocolates e bolos caseiros expostos de forma indecente, pra quem quisesse ver e comer. Sucos, refrigerantes, iogurtes... e a água!
Tudo pra nos confortar. Um lugar projetado para compensar a espera, a distância das pessoas queridas e aquela pontinha de solidão que nos belisca quando estamos provisoriamente sem lar. Em lugar nenhum...

domingo, 1 de junho de 2008

Depois das 4h.

Não devia ter tomado café hoje. Ainda mais expresso depois das 4h da tarde. Se ao menos tivesse uma festa pra ir... Acorda! Hoje é segunda-feira! Tenho que acordar cedo amanhã...
Acho que vou tomar um chá de camomila. Não, tá muito quente hoje. Noite abafada em pleno outono... Já sei: suco de maracujá! Onde vou arranjar maracujá às 10:30 da noite? Sem chance d’eu sair pra comprar isso. Melhor tomar um banho e tentar descansar.

2 h depois...

Continuo sem sono. Já assisti TV, li um pouco, conversei com o pessoal no msn e nada. Lógico, todos já foram dormir. Só eu tô aqui olhando pro teto. Quem sabe se eu lavar a louça do jantar e dar uma arrumada na cozinha? Assim eu me canso e consigo dormir.

1 h depois...

Agora to cansada e ainda sem sono, bruuu! Me deu uma fome... Morro de fome quando fico acordada de madrugada. Não dá pra dormir com fome. Vou fazer um lanche. Hum, tem uva na geladeira. Boa idéia! Mas, vai abrir meu apetite... Vou tomar um iogurte também e uns biscoitinhos. Acho que é só.

2h depois...

Ainda acordaaa-da! Vou arrumar o meu quarto, tá uma bagunça: sapatos pelo chão, a mesa com pilhas de papel... Vou ouvir um pouco de música enquanto isso. Ih, são mais de 3h da manhã, não posso fazer barulho. Aaaaaah! Esse silêncio infernal e só eu acordada!!! Eu quero dor-miiiiir!!!

...

_Senhora, já quer fazer seu pedido?

_ Ah, sim. Eu tava aqui distraída...

_ Então, senhora. O que vai ser? Café?

_ Eu vou querer, deixa eu ver..., um suco de laranja e um pão de queijo, por favor.